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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Por que você quer trabalhar aqui? Veja como responder tal questão

SÃO PAULO – Em uma entrevista de emprego, uma das perguntas que mais incomoda os candidatos é a que se refere aos motivos que a pessoa tem para querer trabalhar na empresa. Falar que está interessado em melhora salarial não é bem-visto, então, o que responder nesta situação?
De acordo com a consultora de RH (Recursos Humanos) da Catho Online, Daniella Correa, ao responder a pergunta, é importante que o candidato cite os objetivos no futuro emprego, lembrando-se de incluir itens como desafio, desenvolvimento profissional e envolvimento.
Além disso, explica, o profissional deve contar os benefícios que pretende trazer e como pode, com seu desempenho, colaborar para que a empresa atinja resultados positivos, deixando claro que ele pretende contribuir efetivamente para o crescimento da organização.
O que as empresas querem saber?
De modo geral, segundo explica o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Rômulo Machado, ao questionar o candidato sobre os motivos que o levam a querer trabalhar na empresa, o recrutado quer saber, além da motivação, se a pessoa está engajada no projeto e se ela se encaixa com os valores da empresa.
No mais, acrescenta Daniella, as empresas querem saber se o candidato possui as competências desejadas para o cargo pretendido e se possui perfil para trazer os resultados que a companhia espera.
O que não dizer?
Além de não mencionar uma motivação impulsionada exclusivamente pelo desejo de crescimento salarial, os especialistas advertem que falar mal da empresa anterior para justificar o desejo de querer trabalhar na companhia também não é prudente.
Desta forma, o ideal é focar apenas nos pontos positivos e na própria qualificação, que podem contribuir com a empresa.
Por fim, aconselha Rômulo, antes de participar de um processo seletivo, os profissionais devem se informar sobre a empresa, ver qual a missão, valores e concorrentes, pois, segundo ele, a atitude ajuda não só a responder tal pergunta, como faz com que o candidato se sinta mais seguro na hora da entrevista.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Dez dicas para um currículo ideal


Má redação e omissão de dados são erros mais comuns, diz consultora

Maria Carolina Nomura, iG São Paulo | 05/08/2010 05:50

1) Tempo
: Reserve algumas horas para elaborar o currículo com calma. Faça um “inventário” de todas as atividades pessoais e profissionais e cursos realizados, reflita sobre aqueles que têm relação com o cargo pretendido e pense em como colocá-las no papel de modo atraente.Mesmo com tantas dicas na web de como fazer o currículo, muitos profissionais ainda pecam na hora de elaborar o seu. Por isso, o iG selecionou 10 sugestões das consultoras Juliana Melo, psicóloga organizacional, e Thaís Borodai, da DMRH, para fazer um documento ideal, que atenda às expectativas dos recrutadores:
2) Cabeçalho: Os dados pessoais devem estar completos. Endereços eletrônico e físico não podem faltar, assim como a informação do estado civil e idade.
3) Meia verdade: Não minta. Na hora de escrever suas aptidões seja sincero. Se você não é fluente em inglês, não coloque isso. Você pode ser surpreendido com um telefonema do próprio recrutador falando no idioma estrangeiro.
4) Objetividade: Seja direto. No local “objetivo” descreva o cargo pretendido. Quando fizer um resumo das qualificações, cite apenas as informações mais relevantes, por exemplo, “advogado, especialista em direito internacional e com MBA em negociação pela Fundação Getulio Vargas (FGV-SP)”.
5) Redação: A linguagem rebuscada deve ser evitada. Assim como termos e expressões em língua estrangeira, por exemplo, “by the way”, que significa “a propósito, em inglês”, quando quiser mencionar alguma atividade correlacionada. Quanto mais simples, direta e concisa a redação, melhor.
6) Gramática: Tenha uma atenção especial para os erros de português. Uma concordância ou regência incorreta pode fazer o recrutador torcer o nariz e cara para a sua candidatura.
7) Experiência: A descrição deve ser completa: nome da empresa, cargo ocupado, breve resumo das atribuições, resultados e conquistas por mérito, além de mencionar o período em que permaneceu na companhia. O motivo de saída não deve ser colocado.
8) Relevância: Os cursos e atividades extras devem ter relação com o cargo pretendido. Vale lembrar que o recrutador pode apreciar que você descreva que pratica algum hobby ou esporte em equipe, ou ainda se já competiu por alguma modalidade esportiva e se já venceu.
9) Atualização: Os dados devem ser atualizados constantemente. Os cursos antigos devem ser substituídos pelos mais recentes, assim como os empregos.
10) Padrão: O formato tido como padrão é um currículo de, no máximo, duas páginas e com formato de letra Arial 11. 

domingo, 3 de abril de 2011

A importância de uma boa comunicação em uma entrevista de emprego


Por: Equipe InfoMoney
25/03/11 - 13h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Engana-se quem pensa que a escolha para uma posição no mercado de trabalho se encerra no conteúdo do currículo. Pelo contrário, esse é um ponto de partida para uma possível entrevista presencial ou processo seletivo.
"É importante pensar que as organizações procuram talentos e que pela comunicação o entrevistado vai expressar quem é, quais são suas competências e atitudes", afirma a fonoaudióloga e especialista em voz, Alessandra Arruda Ribeiro.
Segundo ela, mesmo nas áreas em que o contato direto com o público não é exigido, a comunicação ainda é essencial no processo seletivo. A competência é vista no currículo, enquanto que na conversa o entrevistador quer conhecer a pessoa “por trás do papel”.
"Qualquer profissional que fale com o público pode não perceber, mas é profundamente analisado pelo cliente de acordo com a comunicação que tem", descreve Alessandra. Para a especialista, a comunicação deve ser dominada por um profissional que vai para um processo de entrevista, já que essa é a ferramenta para transmitir todo o conteúdo e informações ao recrutador.
ComunicaçãoO timbre, a altura, a dicção, a velocidade da fala, a melodia vocal, entre outros aspectos que integram a chamada psicodinâmica vocal, interferem durante o processo de comunicação.
"Esses fatores expressam, acima de tudo, credibilidade no que está sendo falado. Quando se tem uma boa dicção, por exemplo, existe uma melhor organização no que está sendo dito", diz Alessandra.
"No caso da fluência, fica explícito que a pessoa que está falando domina o assunto em questão", conclui a especialista. Segundo ela, as empresas contam cada vez mais com a presença de profissionais fonoaudiólogos.
"As empresas querem melhorar a comunicação de seus funcionários. Os profissionais da voz irão acompanhar essas pessoas e identificar se precisam de algum tratamento específico", explica Alessandra.
AvançosAlessandra sustenta que, para se desvencilhar dos problemas de comunicação, a dica é buscar profissionais que irão ajudar na superação deste problema.
De todo modo, para a especialista, quem pretende dominar a arte da comunicação deve seguir, antes de tudo, algumas regras para conseguir superar o medo e ter concentração. São elas:
  • Movimente-se com calma e respire;
  • Identifique as qualidades de sua comunicação;
  • Não discurse, converse;
  • Pratique a comunicação com outra pessoa;
  • Seja você mesmo.

sábado, 2 de abril de 2011

Clareza e objetividade no currículo chamam atenção


Para especialistas, a aparência não conta muito na hora da contratação; o importante é atender à demanda que a empresa busca

Patrícia Lucena, iG São Paulo | 29/03/2011 05:56

O currículo é o documento que sintetiza as características pessoais, formação, experiência, trabalhos realizados e os objetivos de carreira de um profissional. Tradicionalmente, compreende apenas texto, em formato à escolha de cada um. Mas, com o avanço dos recursos gráficos dos computadores, o documento está se tornando uma forma de diferenciação entre os candidatos. Alguns novos modelos usam gráficos, desenhos e cores e um design mais arrojado.
Foto: DivulgaçãoAmpliar
Segundo Joyce Ajuz, o mais importante é o objetivo do profissional e a organização do currículo
Na hora de montar um currículo, o profissional deve analisar a empresa para qual está enviando. “Não adianta fazer uma apresentação padrão. Depende muito dos requisitos que a companhia está exigindo”, afirma Joyce Ajuz, coordenadora do Centro de Desenvolvimento de Pessoas da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM-RJ).
Para Joyce, é imprescindível que o primeiro dado a ser apresentado seja o objetivo do profissional. Em seguida, devem ser colocadas as qualificações. “É nesse campo que a pessoa mostrará seu diferencial, não importa muito o modo como está sendo apresentado. Mas, de certa forma, deve ser algo organizado e sem erros de português, pois é nessa hora que o recrutador fará a sua imagem.”
Tânia Bueno, gerente de recursos humanos na Laselva, afirma que o currículo deve ganhar a atenção de quem está recrutando pela sua objetividade e clareza das informações. “Quanto mais claro e de fácil leitura, mais chance de a empresa chamar para uma entrevista, se, claro, as suas experiências atenderem à demanda da companhia.” Segundo ela, não adianta inventar formatos para que seu currículo se destaque entre os outros. “As empresas recebem milhões de currículos, se for muito confuso pela aparência, elas não vão dar atenção.”
Dandara Maia, de 20 anos, estudante de design de moda no Rio de Janeiro, acredita que cada profissional deve estar atento ao que sua área dá mais valor. “Para Design, chego a pensar que a irreverência e criatividade podem contar mais do que uma grande experiência. Por isso, fiz um blog, Tricolina, que fica apontado logo no início da página do meu currículo. Desta forma, fica mais fácil mostrar meu trabalho e o empregador pode acessá-lo sempre que quiser.”
Formatação
Há vários formatos nos quais os currículos podem ser feitos. Desde os mais comuns, no Microsoft Word, como aqueles com imagens, montados no Microsoft PowerPoint, ou salvos em PDF e XPS. Há também profissionais que preferem as apresentações online, como blogs ou links, ou em vídeo. “O fundamental é que o candidato escolha o que mais se identifica”, analisa Jamile Ferraresso, psicóloga e analista de carreiras da Veris Faculdades.
Foto: Divulgação
Currículo de Dandara Maia: percebi que precisava ousar para me diferenciar dos outros
Dandara optou por um modelo ainda um pouco conservador, mas com símbolos que remetem às suas habilidades e desejos no campo da moda. “Acho que, desta forma, o empregador se depara com um currículo inédito, tem uma reação de espanto, mas seguida de curiosidade. A chance de conseguir uma entrevista fica maior.”
A estudante conta que percebeu que, para se diferenciar dos outros, precisava ousar e mostrar o que poderia fazer com sua criatividade. “A questão era: como ousar sem parecer pouco profissional? Afinal, esse tipo de currículo fora dos padrões ainda é muito novo e podemos correr o risco de parecerem confusos ou infantis.”
Segundo Joyce, a questão dos formatos diferentes depende muito da área de atuação do profissional e da empresa para a qual o currículo está sendo enviado. “Existem algumas carreiras que exigem modelos mais inovadores, como publicidade e design. Mas o fundamental é que o currículo passe o máximo de competências da pessoa.”
Os templates, muito usados pelos profissionais, podem facilitar a formatação. Mas, segundo Joyce, devem ser mais como um guia na hora de montar o currículo. “Algumas empresas criaram seus próprios templates. Nesse caso, a pessoa deve seguir o formato exigido.”
Jamile destaca que o uso dos templates depende muito do gosto de cada candidato. “Desde que sigam as ordens do que colocar – dados pessoais, objetivos, qualificações, formação, experiência, idiomas e cursos -, o currículo fica mais organizado.”
Na avaliação de Tânia, não importa a aparência do currículo, mas sim se as experiências do profissional se encaixam no que ela procura. “Por isso, quanto mais limpo e claro o documento for, mais atenção ele vai chamar. Quando é algo muito desenhado, dificulta a leitura para quem está recrutando.”

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Buscando estágio? Valorize seu currículo

Especialistas ensinam estratégias para elaborar um currículo mesmo sem experiência

Daniela Moreira, de 

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São Paulo - Todo profissional em início de carreira se depara com um dilema: como montar um bom currículo com poucas experiências de trabalho?

Segundo os especialistas em recrutamento, é possível montar um currículo diferenciado para vagas de estágio mesmo sem muita bagagem.

"O currículo é como uma fotografia do profissional. O importante é explorar os ângulos certos para que ele se torne atrativo", diz Rodolfo Ohl, diretor do MonsterBrasil.com.

Em primeiro lugar, não se esqueça das regras universais para qualquer bom currículo: caprichar no português, não se esquecer de informar todos os contatos atualizados e nunca mentir sobre a sua formação e experiência.

Dito isso, vamos às dicas que podem ajudar a valorizar um currículo de principiante. A primeira é enfatizar a experiência acadêmica. Destacar cursos, experiências de laboratório na faculdade e detalhar projetos de faculdade que tenham sido interessantes.

Algumas empresas da área de tecnologia, como o Google, valorizam muito o histórico acadêmico. "Partimos do princípio que um aluno que desempenha bem no ambiente acadêmico terá uma boa performance no trabalhão", conta Emmanuel Evita, gerente de comunicação de produtos do Google Brasil.

O gigante das buscas realiza eventos com freqüência nas melhores universidades de tecnologia do País para buscar talentos promissores.

"Participação no movimento estudantil e iniciativas como empresa junior também", contam pontos, diz Ohl. 
A segunda dica é destacar experiências no exterior – programas de intercâmbio, cursos e até mesmo viagens a lazer. "Qualquer tipo de experiência, mesmo que de curto prazo, vale destacar', afirma o especialista.

Outra maneira de incrementar o currículo é incluir trabalho voluntário, mesmo que não seja relacionado à vaga pretendida. Mostra que o candidato tem versatilidade e disposição para colocar a mão na massa. Por fim, valorize qualquer experiência profissional pregressa, mesmo que breve.

"É importante ser criativo na hora de relatar as experiências. Não inventar, mas explorar bem seus melhores ângulos", explica Ohl. "Mostrando que você tem realizações, mesmo que pequenas, você pode sair na frente de outros candidatos. É importante lembrar que você vai disputar com outros profissionais nas mesmas condições", alerta o especialista.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

As 5 mentiras mais contadas no currículo

Quatro em cada dez currículos contém informações falsas, exageradas ou omitidas


Mentir no currículo pode até gerar mais entrevistas, mas não garante emprego.
Pinóquio profissional: segundo especialistas, 40% dos candidatos mentem ou exageram informações no currículo
São Paulo - "A verdade é bela, sem dúvida, mas a mentira também", escreveu, certa vez, o ensaísta americano do século 19, Ralph Waldo Emerson. Na competitividade da vida moderna é cada vez mais difícil não lançar mão das belas artimanhas da autopromoção para destacar-se. Vale de tudo, até mesmo falsificar informações no currículo, idealizando ou exagerando competências. A prática se tornou tão comum que já tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei para torná-la crime sujeito a pena de detenção. No ano passado, até a candidata à presidência da República Dilma Roussef foi acusada de inflar o documento com títulos que não possui.
"Em média, 40% dos currículos trazem algum tipo de informação inverídica", diz Vander Giordano, diretor executivo da Kroll, empresa que atua há 40 anos na área de consultoria em gerenciamento de risco. Em um ano, a demanda da empresa pelo chamado "background check" - um serviço de levantamento dos antecedentes escolares, profissionais e até criminais do candidato - aumentou cerca de 25%.
"Não importa quão inocente possa parecer, a mentira desfaz a credibilidade do candidato e pode gerar até um colapso permanente da confiança", afirma a consultora Juliana Nunes, da Asap. Para evitar constrangimentos ou até, quem sabe, um processo criminal no futuro, o melhor é manter o pé na realidade e optar pela honestidade, sempre. A seguir, saiba quais são as cinco mentiras mais contadas nos currículos, e cuide para manter-se longe delas.

1 - Idiomas:  É a mentira mais popular e também a mais fácil de ser identificada. Um simples teste ou uma conversa com o recrutador são suficientes para checar a proficiência no idioma. Trata-se daquele inglês "básico" que no currículo aparece como "avançado". Segundo Juliana, nem sempre o candidato age de má fé. "O problema é de percepção. A pessoa acha que domina a língua mas, na prática, tá enferrujada", diz. Portanto, cuidado ao colocar no currículo que você é fluente numa língua. Procure explicar esse grau de fluência, caracterizando separadamente as habilidades de "fala", "escrita" e "leitura".

2 - Motivo de saída da empresa: Demissões não costumam ser bem vistas. Mas isso não é motivo para transformar uma dispensa individual em uma demissão em massa ou extinção de setor. "É comum os candidatos afirmarem que foram mandados embora porque a empresa onde trabalhavam passou por uma reestruturação ou que o setor onde atuavam foi extinto", diz Giordano. Se percebida, a mentira sobre os motivos da saída de empregos anteriores pode passar a impressão de que o candidato quer esconder algo.
Para evitar que um possível erro do passado influencie na conquista do novo emprego, o especialista recomenda uma saída ética: "Limite-se a dizer que não estava sendo bom nem para você nem para a empresa". Caso você não tenha se adequado bem ao trabalho anterior, não se preocupe. Em geral, problemas de adaptação cultural são justificativas legítimas para desligamento.

3 - Exagerar responsabilidades e salários: Aqui, um projeto realizado em equipe pode virar um triunfo pessoal no currículo. Exageros de competência acontecem aos montes, porém, nem sempre se sustentam. Principalmente, se recrutador pedir para o candidato especificar suas atribuições e as dos demais envolvidos no projeto. Para responder, o candidato precisa recriar e distorcer toda a história, e no meio do caminho..."Eles sempre se enrolam, não conseguem dar informações especificas sobre o seu papel, nem os dos outros participantes", conta Juliana.

Outro tiro no pé, segundo a consultora, é a artimanha de aumentar o salário do emprego anterior para tentar cifras maiores na nova oportunidade. "Isso pode ser tornar um entrave à contratação", alerta Juliana. "A empresa nem sempre tem condições de cobrir o salário anterior".

4 - Tempo de trabalho: O tempo que se dedicou à empresa  também costuma ser mudado ou omitido pelos candidatos. Seja porque a pessoa ficou pouco tempo naquela posição e teme ser vista como instável ou com nível de empregabilidade baixo, seja porque a empresa é mal vista no mercado. Em qualquer caso, vale dizer a verdade no currículo e explicar os motivos durante a entrevista.
Para quem tem vergonha de dizer que estava desempregado esticar em alguns meses a permanência no emprego anterior pode ser até aceito pelo selecionador. Do contrário, desista de tentar manipular datas. "Aqui, a mentira tem perna curta mesmo, sendo facilmente constatada pelos  checadores ao ligar para empresas ou observar a carteira de trabalho", diz Giordano.

5- Formação: 
 Não minta sob qualquer hipótese sobre sua formação. Além de ser um critério bem objetivo, você pode simplesmente não conseguir executar uma função pela falta das competências. Bom senso não faz mal a ninguém. Um curso de artes no exterior para turistas, por exemplo, não é o mesmo que uma pós-graduação internacional. Assim como um MBA pela metade não representa um MBA completo. Seja honesto e inteligente.  Afinal, qualquer exigência de certificado é suficiente para desmascarar a mentira. 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Saiba como elaborar um bom currículo em inglês

Oportunidades no mercado de trabalho internacional pedem um currículo mais conciso, porém contextualizado; confira o modelo

Vista da Ilha de Manhattan, onde fica o centro financeiro de Nova York: um currículo bem feito pode ser o passaporte para uma oportunidade nos Estados Unidos
Vista da Ilha de Manhattan, onde fica o centro financeiro de Nova York: um currículo bem feito pode ser o passaporte para uma oportunidade nos Estados Unidos

São Paulo -- Surgiu uma oportunidade de emprego em uma empresa estrangeira e, para se candidatar, você precisa enviar um currículo em inglês. A sua primeira reação é adaptar seu currículo em português com o auxílio de uma ferramenta de tradução da internet? Cartão vermelho.

"Fazer um currículo do inglês não é um trabalho de tradução", afirma Carol Olival Trovó, diretora pedagógica do Wall Street Institute. "A orientação de currículo é diferente".

Além de mais objetivo e curto, o currículo feito sob medida para empresas estrangeiras deve ser mais focado nos resultados. Por outro lado, para que o recrutador entenda seu perfil profissional, é preciso também contextualizar algumas informações - como incluir uma breve descrição da importância das companhias nacionais em que você trabalhou.

Confira o modelo de currículo em inglês e os sete passos para elaborá-lo: 

1.    Informações Pessoais
Seja em inglês, em português ou em outro idioma, currículo bom precisa ter informações objetivas. Então, nada de rodeios na hora de elaborá-lo.

Essa lógica já deve estar presente no campo de informações pessoais. Por isso, não é necessário incluir número de documentos, endereço ou mesmo uma foto do candidato. Segundo Carol,  basta informar  o nome completo, telefone e e-mail para contato.

2.    Objetivo
Nesse ponto, não vale ser pós-moderno e plural. Defina claramente a posição para a qual você está se candidatando. Não ultrapasse uma linha.

3.    Resumo
Em quatro linhas, apresente-se para o recrutador. Aponte suas principais realizações e habilidades coerentes com a oportunidade em questão.

4.    Competências
Para os candidatos mais seguros, a dica é listar suas principais características no campo Core Competencies.

Escreva no máximo seis aspectos do seu perfil profissional que sejam relevantes para o processo seletivo em questão. Mas lembre-se: não basta jogar adjetivos vazios nesse espaço. Você precisa ter dados e fatos suficientes para justificá-los na hora da entrevista.
5.    Experiência Profissional
Nesse campo, inclua apenas as principais ocupações que teve ao longo da sua carreira.

Se você só trabalhou em companhias nacionais, vale adicionar uma breve descrição da empresa. "Explique, em uma linha, a área de atuação e a relevância para o mercado brasileiro", diz a diretora.  

6.    Educação
A melhor maneira para organizar toda a sua trajetória educacional é seguir uma ordem cronológica. Assim, comece dos cursos mais recentes para os mais antigos.

Dê preferência àqueles que ofereceram certificação internacional e que são coerentes com o cargo em questão. Exceto graduação e outras experiências acadêmicas, exclua cursos concluídos há mais de cinco anos.

7.    Idiomas
"Na hora de falar sobre suas capacidades linguísticas, as pessoas têm o costume de mentir sutilmente", afirma Carol. Nem sempre, essa postura é resultado de má-fé. "É um problema de mercado mesmo. É difícil classificar os nívels de fluência".

A dica para driblar esse risco é tirar um diploma de proficiência em língua estrangeira, como o TOEFL (Test of English as a Foreign Language) e o IELTS (International English Language Testing System).

Feito isso, basta informar a sua pontuação na prova e a descrição das suas habilidades com o idioma.